terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Trabuco na direção do Bradesco!

Bom, estou postando um assunto bem diferente do costume. Recentemente eu estava vendo umas reportagens sobre a importação de equipamentos e softwares capazes de realizar a leitura das impressões digitais das mãos dos clientes. Os equipamentos já estão em uso em algumas agências "prime" do Bradesco. Parece que tudo está funcionando normalmente. Então vamos falar da novidade no Bradesco, a presidência da empresa terá um novo nome a partir de março deste ano. O que eu queria neste post é mais criticar uma atitude que se repete em milhares de empresas brasileiras. O péssimo hábito de se trocar presidentes, diretores e até técnicos de futebol quando a companhia não vai bem. Mas, no caso do Bradesco a questão é um pouco mais delicada. Na minha opinião trata-se mais de recuperar o Ego do que qualquer outra coisa.

Veja bem: Desde que Setubal e Moreira Salles anunciaram a fusão entre os bancos Itaú e Unibanco, o Bradesco que está na liderança do mercado a quase 5 décadas perdeu sua posição. Tendo isto em mente, Márcio Cypriano sai da presidência da empresa e dá lugar ao carismático Luiz Carlos Trabuco Cappi, ou como é conhecido, Trabuco. A princípio parece somente mais uma troca de presidente qualquer, mas não é. O ainda atual presidente Márcio Cypriano atuou de maneira excelente enquanto presidente. Um dos feitos deste presidente foi ter investido mais de 6 bilhões de reais em ativos, sem comprometer o caixa do banco. Mas tudo isso é pouco quando falamos do Ego abalado do Bradesco por ter perdido a liderança do mercado.

O problema maior é que para tomar a liderança novamente, o Bradesco teria de aumentar para 50% sua base de ativos, por pelo menos 5 anos, uma meta bem alta perto da atual, 28%.
Uma meta dessa na mão de um novo presidente é pedir para queimar o profissional. Não me entendam mal, Trabuco tem um currículo impecável. Como presidente do Bradesco Seguros, Trabuco revolucionou o segmento de seguros da empresa. Fez um trabalho impecável e ímpar na empresa. Já está no Bradesco há mais de 40 anos e tem uma lista de feitos adimiradas por muitos CEOs no mundo inteiro.

Mas no meu ponto de vista, ainda é muito cedo para trocar a liderança do banco. Esse erro acontece muito com o futebol. O time começa a ir mal e logo logo dão um jeito de trocar o técnico. Isso, além de não valorizar o técnico ainda não permite que ele realize um trabalho mais bem elaborado. Seja técnico ou presidente de uma grande empresa, é necessário tempo para que as decisões corretas sejam tomadas no tempo certo. O que nem de perto é o caso do Bradesco! O banco vai muito bem. Muito mesmo! Perdeu a liderança não por culpa do presidente, mas por um fator externo e totalmente independente. Com a fusão entre Itaú e Unibanco, a perda de liderança era mais que esperada. E não deve ser motivo de pânico. E sim de reflexão!

Bom, encerrando este tópico em que eu falei e falei e não consegui explicar o que se passa na minha cabeça. É o seguinte. Eu espero que o Bradesco cresça este ano mais do que cresceu ano passado. No entanto eu não sei se trocar um presidente que ia bem por outro "possivelmente" melhor é a solução! Fica aqui minha indignação não só com o Bradesco, mas com todas as empresas que tem o hábito de trocar a presidência bem no meio de uma crise. Isso é dar tiro no pé em pelo menos 80% dos casos.

1 comentários:

claytonluz@hotmail.com disse...

cara sou funcionrio da Organização Bradesco, e a questão não é ego, sinceramente foi infeliz seu comentário, a questão é nosso esttuto reza que ao chegar a idade de 65 anos o presidente em exercicio deverá obrigatoriamente sair do cargo e é o que ocorreu desde que seu Amador Aguiar deixou a presidencia executiva em 1981 passando o cargo para Lazaro Mello Brandão naquela oportunidade o Sr Amador passou a exercer o cargo de Presidente do Conselho da Organização, conselho hoje que nosso estimado colega Marcio Arthur Laurelli Cypriano é membro, ou seja daqui a 8 anos poderemos ter um novo presidente por força do estatuto e mais não tiro mérito nenhum do Itaú, mas ser o primeiro com uma fusão é demonstrar que esta instituição não teve meios de comprar ativos, tudo que temos é nosso, e vamos continuar fortes, acreditamos em nossos profissioais, acreditamos em nossos produtos e isso nos faz fortes, talvez a fusão seja uma tendencia mundial porém para nós o credito e o produto atrelado a um trabalho de afinco alcançaremos nossas metas, somos uma organização e não uma holding